Água fresca

Era uma tarde bonita e quente. Decidimos ir até o Navigli, os canais de Milão, caminhar e tomar uma cerveja. Nosso cachorro estava junto e visivelmente desconfortável com a movimentação de tantas pessoas. “Eu tenho água fresca aqui para ela!” — disse uma senhorinha, se referindo ao cachorro, enquanto passávamos na frente de seu atelier quase escondido em uma viela. Explicamos que também tínhamos água, mas dificilmente … Continuar lendo Água fresca

Pripyat, a cidade fantasma de Chernobil

Por trás de uma catástrofe, esconde-se uma história humana. Era difícil acreditar que em meio aquele cenário tão florido, com o sol brilhando e pássaros cantando, em nada podíamos tocar. Tudo parecia estar no seu devido lugar. Foi essa a sensação que tive ao chegar em Pripyat, a cidade fantasma de Chernobil. Pripyat: antes e depois do desastre Pripyat fora projetada e construída para os trabalhadores … Continuar lendo Pripyat, a cidade fantasma de Chernobil

Histórias no meu sofá.

Essa semana dei tchau a mais uma velha amiga. Perdi as contas de quantas pessoas recebi aqui, cada um com sua história e bagagem. Alguns a passeio, alguns temporariamente, alguns em definitivo pela Europa. Pessoas que já viajaram o mundo e pessoas que saíram de casa pela primeira vez. Independente disso, todos elas vivendo algo novo. Eu recebi pessoas que viraram amigos, amigos distantes e … Continuar lendo Histórias no meu sofá.

O dia que toquei nas mãos de um cadáver balcânico.

Era 8 de dezembro, uma sexta feira. Com a alta movimentação na cidade, cogitamos que estivéssemos presenciando um feriado religioso. Não foi pelo fato da ordenação de novos padres que estava rolando naquele dia — era padre e bispo que não acabava mais — mas porque em todas as igrejas que entrávamos percebemos muitos fiéis beijando constantemente imagens de Santos na parede e fazendo o símbolo da cruz. A … Continuar lendo O dia que toquei nas mãos de um cadáver balcânico.

O que aprendi viajando sozinha

A primeira vez que viajei sozinha eu tinha meus queridos 18 anos. Demorei muito a entender porque tanta gente me olhava espantada e dizia que isso era um ato de coragem. Tinha amigos que viajavam e voltavam cheios de história, mas quando era eu a protagonista a primeira pergunta que ouvia era “mas você foi sozinha?” Infelizmente a reação é compreensível: tem muito lugar que … Continuar lendo O que aprendi viajando sozinha

Hoje faz um ano…

…que encaixotei minhas tralhas e resolvi fazer de uma mochila meu armário. Não que tenha sido difícil, tenho poucas roupas e já era mais do que hora de partir. Eu tinha meus motivos pessoais/profissionais e um plano “A”: me estabelecer na Europa, onde eu encontrasse um trampo e pudesse continuar viajando nas horas vagas. Decidi em maio, saí do trabalho em junho, mas foi só … Continuar lendo Hoje faz um ano…