Cervato: pequeno paraíso no alto das montanhas

“Pelo visto vocês já conheceram o louco da cidade” — disse Raff, quando nos encontrou no caminho para sua casa junto a um homem que fazia um monologo sobre nosso cachorro, que também estava presente. Logo soubemos que ele tinha tentado suicídio com um tiro na cabeça e, bem, não dera muito certo. Mais uns passos e passamos por senhorinhas sentadas num banco em frente as casas. … Continuar lendo Cervato: pequeno paraíso no alto das montanhas

Lar, doce lar.

A expressão “viajar é bom, mas voltar para casa é ainda melhor” sempre me incomodou. Afinal, onde fica minha casa? Nasci e cresci em Criciúma, no sul do Brasil. É dali que mantenho meus maiores laços de relacionamento com família e amigos. Completei minha maior idade em Cambridge, na Inglaterra, e foi lá que descobri que viajar sozinha era possível, o mundo não era um … Continuar lendo Lar, doce lar.

Água fresca

Era uma tarde bonita e quente. Decidimos ir até o Navigli, os canais de Milão, caminhar e tomar uma cerveja. Nosso cachorro estava junto e visivelmente desconfortável com a movimentação de tantas pessoas. “Eu tenho água fresca aqui para ela!” — disse uma senhorinha, se referindo ao cachorro, enquanto passávamos na frente de seu atelier quase escondido em uma viela. Explicamos que também tínhamos água, mas dificilmente … Continuar lendo Água fresca

Pripyat, a cidade fantasma de Chernobil

Por trás de uma catástrofe, esconde-se uma história humana. Era difícil acreditar que em meio aquele cenário tão florido, com o sol brilhando e pássaros cantando, em nada podíamos tocar. Tudo parecia estar no seu devido lugar. Foi essa a sensação que tive ao chegar em Pripyat, a cidade fantasma de Chernobil. Pripyat: antes e depois do desastre Pripyat fora projetada e construída para os trabalhadores … Continuar lendo Pripyat, a cidade fantasma de Chernobil

Histórias no meu sofá.

Essa semana dei tchau a mais uma velha amiga. Perdi as contas de quantas pessoas recebi aqui, cada um com sua história e bagagem. Alguns a passeio, alguns temporariamente, alguns em definitivo pela Europa. Pessoas que já viajaram o mundo e pessoas que saíram de casa pela primeira vez. Independente disso, todos elas vivendo algo novo. Eu recebi pessoas que viraram amigos, amigos distantes e … Continuar lendo Histórias no meu sofá.

O dia que toquei nas mãos de um cadáver balcânico.

Era 8 de dezembro, uma sexta feira. Com a alta movimentação na cidade, cogitamos que estivéssemos presenciando um feriado religioso. Não foi pelo fato da ordenação de novos padres que estava rolando naquele dia — era padre e bispo que não acabava mais — mas porque em todas as igrejas que entrávamos percebemos muitos fiéis beijando constantemente imagens de Santos na parede e fazendo o símbolo da cruz. A … Continuar lendo O dia que toquei nas mãos de um cadáver balcânico.

O que aprendi viajando sozinha

A primeira vez que viajei sozinha eu tinha meus queridos 18 anos. Demorei muito a entender porque tanta gente me olhava espantada e dizia que isso era um ato de coragem. Tinha amigos que viajavam e voltavam cheios de história, mas quando era eu a protagonista a primeira pergunta que ouvia era “mas você foi sozinha?” Infelizmente a reação é compreensível: tem muito lugar que … Continuar lendo O que aprendi viajando sozinha