Histórias no meu sofá.

Essa semana dei tchau a mais uma velha amiga. Perdi as contas de quantas pessoas recebi aqui, cada um com sua história e bagagem. Alguns a passeio, alguns temporariamente, alguns em definitivo pela Europa. Pessoas que já viajaram o mundo e pessoas que saíram de casa pela primeira vez. Independente disso, todos elas vivendo algo novo. Eu recebi pessoas que viraram amigos, amigos distantes e … Continuar lendo Histórias no meu sofá.

O dia que toquei nas mãos de um cadáver balcânico.

Era 8 de dezembro, uma sexta feira. Com a alta movimentação na cidade, cogitamos que estivéssemos presenciando um feriado religioso. Não foi pelo fato da ordenação de novos padres que estava rolando naquele dia — era padre e bispo que não acabava mais — mas porque em todas as igrejas que entrávamos percebemos muitos fiéis beijando constantemente imagens de Santos na parede e fazendo o símbolo da cruz. A … Continuar lendo O dia que toquei nas mãos de um cadáver balcânico.

O que aprendi viajando sozinha

A primeira vez que viajei sozinha eu tinha meus queridos 18 anos. Demorei muito a entender porque tanta gente me olhava espantada e dizia que isso era um ato de coragem. Tinha amigos que viajavam e voltavam cheios de história, mas quando era eu a protagonista a primeira pergunta que ouvia era “mas você foi sozinha?” Infelizmente a reação é compreensível: tem muito lugar que … Continuar lendo O que aprendi viajando sozinha

Hoje faz um ano…

…que encaixotei minhas tralhas e resolvi fazer de uma mochila meu armário. Não que tenha sido difícil, tenho poucas roupas e já era mais do que hora de partir. Eu tinha meus motivos pessoais/profissionais e um plano “A”: me estabelecer na Europa, onde eu encontrasse um trampo e pudesse continuar viajando nas horas vagas. Decidi em maio, saí do trabalho em junho, mas foi só … Continuar lendo Hoje faz um ano…

Não esqueça seu passaporte, nem o nome do seu avô.

A primeira vez que entrei em Israel eu não tinha bilhete de volta, o que poderia ser um grande motivo para me fazerem mil perguntas e explicava minha ansiedade. Para minha surpresa o policial nem um “oi” sequer me deu. Pegou meu passaporte, imprimiu o papel de entrada* e finalmente coloquei meus pézinhos em Tel Aviv. Então resolvi fazer uma viagem com meu companheiro para … Continuar lendo Não esqueça seu passaporte, nem o nome do seu avô.

Permita-se errar: sobre aprender uma nova língua.

“Hi Sir! Can I help you?” – o atendente de uma pequena loja de eletrônicos se dirigia ao meu pai, em nossa viagem aos Estados Unidos. A resposta dele foi em forma de gesto – o de apontar o dedo em minha direção. E eu, no ápice da adolescência quando tudo nos faz passar vergonha, tive que me virar nos trinta para explicar pro americano que … Continuar lendo Permita-se errar: sobre aprender uma nova língua.