O dia que toquei nas mãos de um cadáver balcânico.

Era 8 de dezembro, uma sexta feira. Com a alta movimentação na cidade, cogitamos que estivéssemos presenciando um feriado religioso. Não foi pelo fato da ordenação de novos padres que estava rolando naquele dia — era padre e bispo que não acabava mais — mas porque em todas as igrejas que entrávamos percebemos muitos fiéis beijando constantemente imagens de Santos na parede e fazendo o símbolo da cruz. A … Continuar lendo O dia que toquei nas mãos de um cadáver balcânico.

O que aprendi viajando sozinha

A primeira vez que viajei sozinha eu tinha meus queridos 18 anos. Demorei muito a entender porque tanta gente me olhava espantada e dizia que isso era um ato de coragem. Tinha amigos que viajavam e voltavam cheios de história, mas quando era eu a protagonista a primeira pergunta que ouvia era “mas você foi sozinha?” Infelizmente a reação é compreensível: tem muito lugar que … Continuar lendo O que aprendi viajando sozinha

Dois anos de Projeto Escola Kabiria

Nessa data mais que especial para a gente, deixo a palavra com meu fiel amigo Jacob, que esteve comigo desde o início e me dá forças para sempre seguir em frente: “Antes do projeto tínhamos algo parecido com uma escola pois nem quadros suficientes tínhamos. Mas agora temos o orgulho de chamar de escola! As crianças estão comendo, as professoras estão sendo pagas, as crianças … Continuar lendo Dois anos de Projeto Escola Kabiria

Hoje faz um ano…

…que encaixotei minhas tralhas e resolvi fazer de uma mochila meu armário. Não que tenha sido difícil, tenho poucas roupas e já era mais do que hora de partir. Eu tinha meus motivos pessoais/profissionais e um plano “A”: me estabelecer na Europa, onde eu encontrasse um trampo e pudesse continuar viajando nas horas vagas. Decidi em maio, saí do trabalho em junho, mas foi só … Continuar lendo Hoje faz um ano…

Notas de uma viajante – parte 4

As vezes parece que ouço todas as línguas do mundo dentro de um único vagão. Sempre tive a curiosidade de saber como o português brasileiro soaria à meus ouvidos se não fosse minha madre língua. Já que isso não é possível, acabo descobrindo pelas outra pessoas. Tirando o fato de que temos uma diversidade de sotaques – e nunca entenderei porque insistem que catarinenses falam … Continuar lendo Notas de uma viajante – parte 4

Não esqueça seu passaporte, nem o nome do seu avô.

A primeira vez que entrei em Israel eu não tinha bilhete de volta, o que poderia ser um grande motivo para me fazerem mil perguntas e explicava minha ansiedade. Para minha surpresa o policial nem um “oi” sequer me deu. Pegou meu passaporte, imprimiu o papel de entrada* e finalmente coloquei meus pézinhos em Tel Aviv. Então resolvi fazer uma viagem com meu companheiro para … Continuar lendo Não esqueça seu passaporte, nem o nome do seu avô.