Guarda-chuva

Nunca me achei uma pessoa adepta à guarda-chuvas. Constatei minha teoria quando morei na Inglaterra. Lá guarda-chuva é coisa séria. As pessoas lidam com esse apetrecho com assaz destreza que parecem seguir uma série de regras de etiqueta com a sombrinha na mão. Movem para cima, para o lado, se abaixam…fazem manobras incríveis para não esbarrar no guarda-chuva vizinho sem se molharem, tudo isso com … Continuar lendo Guarda-chuva

Eu não estava naquele trem.

Quinta feira, 7:17. Essa é a hora que pego o trem todo dia para ir ao trabalho. Hoje ele chegou pontual, coisa que muitas vezes não acontece. Consegui um lugar pra sentar. Enquanto isso, as pessoas conversavam entre elas ou pelo telefone. Começaram a circular novos vagões “safe and quiet” por aqui e a piada é que um trem na Itália nunca será quiet. As … Continuar lendo Eu não estava naquele trem.

Histórias no meu sofá.

Essa semana dei tchau a mais uma velha amiga. Perdi as contas de quantas pessoas recebi aqui, cada um com sua história e bagagem. Alguns a passeio, alguns temporariamente, alguns em definitivo pela Europa. Pessoas que já viajaram o mundo e pessoas que saíram de casa pela primeira vez. Independente disso, todos elas vivendo algo novo. Eu recebi pessoas que viraram amigos, amigos distantes e … Continuar lendo Histórias no meu sofá.

O dia que toquei nas mãos de um cadáver balcânico.

Era 8 de dezembro, uma sexta feira. Com a alta movimentação na cidade, cogitamos que estivéssemos presenciando um feriado religioso. Não foi pelo fato da ordenação de novos padres que estava rolando naquele dia — era padre e bispo que não acabava mais — mas porque em todas as igrejas que entrávamos percebemos muitos fiéis beijando constantemente imagens de Santos na parede e fazendo o símbolo da cruz. A … Continuar lendo O dia que toquei nas mãos de um cadáver balcânico.

O que aprendi viajando sozinha

A primeira vez que viajei sozinha eu tinha meus queridos 18 anos. Demorei muito a entender porque tanta gente me olhava espantada e dizia que isso era um ato de coragem. Tinha amigos que viajavam e voltavam cheios de história, mas quando era eu a protagonista a primeira pergunta que ouvia era “mas você foi sozinha?” Infelizmente a reação é compreensível: tem muito lugar que … Continuar lendo O que aprendi viajando sozinha

Dois anos de Projeto Escola Kabiria

Nessa data mais que especial para a gente, deixo a palavra com meu fiel amigo Jacob, que esteve comigo desde o início e me dá forças para sempre seguir em frente: “Antes do projeto tínhamos algo parecido com uma escola pois nem quadros suficientes tínhamos. Mas agora temos o orgulho de chamar de escola! As crianças estão comendo, as professoras estão sendo pagas, as crianças … Continuar lendo Dois anos de Projeto Escola Kabiria