Até logo, Ásia.

Seu cheiro me lembrou Nairóbi, suas cores me lembraram o Panamá, seus gostos me lembraram do Brasil, seu barulho me lembrou Lima, seu calor me lembrou da Colômbia.

Os tuks tuks me fizeram viajar como em Havana, a poeira na cara me fez rir como na Kabiria, o idioma incompreensível me lembrou Ra’anana, as chuvas tropicais me fizeram voltar a ser criança na casa da vó no Rincão.

Engraçado como tudo parecia familiar e ao mesmo tempo tão novo.

Sua cultura foi algo surpreendentemente bom.

Aqui me senti só mais uma pessoa em meio a tantas outras — não a turista, não a mulher branca, não a mulher casada viajando sozinha — mas apenas uma pessoa qualquer perambulando por aí.

E quem sabe é por isso que me senti tão segura e acolhida.

Em Hanói uma senhora pegou na minha mão pra atravessar uma enorme avenida fora da faixa, não que fizesse diferença a faixa.
Em Luang Prabang uma costureira me recebeu em sua casa e me ensinou a fazer bolsas, sem falarmos o mesmo idioma.
Em Siem Reap monges me deram abrigo dentro do templo pra esperar a chuva passar, mesmo ela tendo durado o dia inteiro.

Coisas tão simples mas de tanto valor.

Essa viagem foi importante para redescobrir um mundo novo, e redescobrir a mim mesma.

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