Notas de uma viajante

“35 países percorridos. 20kg de mochilas nas costas. Mente mais aberta, pernas mais cansadas. Noites mal dormidas, amizades feitas “na estrada”. Rumo incerto, um passo de cada vez. Amanhã sei meu destino, fim de semana já não sei.
Seria meu destino ter vários destinos ou acalmar essa alma inquieta de uma vez?
Muitas histórias rabiscadas num pequeno diário. Tá na hora de voltar a compartilhar com todo mundo minha visão sobre esse mundo. Porque ele é cheio de contrastes mas, no fundo, ele é tipo um bairro: pequeno e feito de gente.” (escrito em 01/11/16)

Caso a memória falhe ou o diário se perca, vou começar a registrar aqui apanhados de notas sobre o que aprendi com as pessoas desse mundo afora e minhas experiências.

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Na Colômbia, quando uma pessoa espirra, não se deseja apenas “saúde”, como no Brasil.
No primeiro espirro – “saúde”
No segundo espirro – “dinheiro”
No terceiro espirro – “amor”

Acho bem válido, principalmente quando se tem rinite.

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“Erre (R) con Erre cigarro. Erre con Erre barril. Rapido corren los carros cargados de azúcar al ferrocarril.” É a música que ensinam na Colômbia para aprender a pronunciar a letra R no espanhol.

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Ra’anana, Israel. Eu e meu namorado, brasileiros. Restaurante Japonês. Música latina. Cozinha Kosher. Garçons judeus. Provavelmente o ambiente mais cosmopolita que já estive. Até agora não entendemos o porque do café no menu, se não serviam. Comi sushi enquanto dançava sentada. Não resisto a um Reggaeton.

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“No” significa “sim” na língua Tcheca. Acho que descobriram um jeito simples de complicar uma conversa.

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Conheci um americano que estava ha uns meses na Itália estudando o idioma e, mesmo assim, não conseguia se comunicar. Ele dizia que não conseguia acompanhar a fala e todos os gestos que vem com ela. “Eles falam com as mãos!!” hahaha!

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Uma vez uma amiga italiana falou algo e eu concordei com um “joinha”. Ela respondeu: “um?”. Aí eu lembrei que eles começam a contagem nos dedos com o polegar. Aliás, muitos gestos que pra gente significam uma coisa, pra eles significam outra ou não significam nada mesmo.

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Viajar sem planos e destinos definidos é basicamente sair de um deserto de quase 40 graus para uma cidade com frio de 8 graus, tudo no mesmo dia. Nada novo para quem veio de Criciúma.

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4 comentários sobre “Notas de uma viajante

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