Poeira.

Caminhando pela comunidade percebe-se os diversos cenários que um único lugar pode proporcionar. Aqui calçada e estrada são a mesma coisa e ambas são de chão batido, cheia de pedras no caminho. A maioria das casas são de chapas de zinco, mas também existem algumas casas de concreto.

Entrando em algumas ruelas tudo fica mais verde devido as árvores. Aí você olha pro lado oposto e percebe uma imensa montanha de lixo. Aliás, aqui não existe reciclagem e latas de lixo, eles jogam tudo na rua e depois queimam. Um dia andei com um pedaço de papel na mão até o atelier pra poder jogar num cesto de lixo e as pessoas riam porque era só jogar na rua, ué. Costumes…

E aí tem o que chamo de ritual da poeira! Quando um veículo passa na estrada levantando muita (muita!) poeira pelo ar e todo mundo vira de costas pra estrada e tapa o rosto. Parece até ensaiado, acho super engraçado.

Poeira é algo que carrego comigo diariamente, além de amor e gratidão. É visível do pé a cabeça. A roupa branca vira marrom, a roupa preta vira marrom, a roupa colorida também. O tenis já mudou de cor na primeira semana e continua a ficar cada vez mais marrom. O cabelo fica duro, os olhos ardem as vezes.

Dá de sentir até nos dentes, mas é porque eu ando sorrindo demais ultimamente.

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Um comentário sobre “Poeira.

  1. Munike, sua linda. Adorei o texto. Quando criança já morei em lugares assim no Rio Grande do Sul, interior de Gramado e em Lages (SC). É bem assim. Quanto ao sorriso… Continue sorrindo. Beijos.

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