Coração de pai.

– Niki, olha essa menina! – Exclamou o Jacob pra mim agora pouco, apontando pro computador.

– Quem é, Jac? É sua familiar?

Ele me explicou que era uma refugiada congolesa órfã que mora nos Estados Unidos. Ele a conheceu através da mulher que cuidava dela. Cuidava é modo de dizer, porque a menina foi abandonada depois de um tempo na rua, onde o Jacob a encontrou.

– Vi ela lá parada com uma pequena mala de coisas no meio da rua a noite. Eu não poderia deixar ela lá sozinha! Convidei-a pra ir pra minha casa.

Quando ele chegou em casa, explicou pra Furaha, sua esposa, que a menina não tinha pra onde ir e pediu pra que eles a acolhessem. Ela aceitou sem nem exitar e a menina morou ali por dois anos até conseguir uma vida melhor nos Estados Unidos através de uma ONG parceira da ONU que trabalha com refugiados.

Já visitei a casa do Jacob e é muito, muito pequena! É feita de chapas de zinco, tem uma salinha e um quarto onde dormem ele, a Furaha em fim de gestação e mais os 6 filhos. A menina se tornou sua filha também. Mesmo de longe, eles ainda mantém contato. Além dela o Jac tem um filho que não é seu, fruto de violência que sua esposa sofrera alguns anos atrás enquanto fugiam. Mas o cuidado e carinho que tem com a criança é igual ao que tem com todas as outras.

Ele se encaixa bem no ditado “coração de mãe sempre cabe mais um”. Nesse caso o de pai.

É tão lindo quando o amor supera tudo.

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