Vai diminuindo a cidade…

Assim que desci em Trevilgio começou um temporal. Sai correndo pra casa, mas no caminho tinham faixas de pedestre, então tive que ficar parada esperando o sinal abrir, enquanto caia bastante água me molhando do pé a cabeça. Não costumo carregar guarda-chuvas porque eu gosto de um bom banho de chuva, dá uma lavada na alma. Mas aquele dia já era tarde, então eu estava tremendo de frio enquanto esperava atravessar. Até que uma mulher se posicionou do meu lado me dando abrigo no seu guarda-chuva e disse:

– Não sei porque ninguém fez isso antes.

Ela me acompanhou por boa parte do caminho e eu agradeci, meio sem graça.

Cidade pequena tem dessas coisas. Simpatia e gentileza.

O cara da cafeteria já prepara seu cappuccino quando você entra; a senhora da loja de aviamentos pergunta sobre seu desfile; a vizinha te deixa recado importante na porta; o dono do mercadinho te ajuda nas compras; as pessoas no trem conversam contigo no caminho; as pessoas na rua te cumprimentam com um sorriso.

E você não sabe o nome de nenhuma delas. E elas não sabem o seu. Mas são elas, além de seus amigos e sua família postiça, que te fazem se sentir em casa.

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